Confrários!: Neologismo utilizado pelos participantes da Confraria, nascido da junção das palavras confrades e revolucionários!
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Fragmentos da Poesia Marginal: "Balzaquiana"
BALZAQUIANA
(Éric Meireles de Andrade)
A você, mulher,
Que vive no mundo balzaquiano,
Continua em traços tão perfeitos,
Que remonta em ditos, feitos,
A perfeição que continua no passado.
Só que é mulher
Da mais rica e estonteante tristeza
Marca em seu olhar distante,
Um longo suspiro amante
Perdido em sua forma de buscar resistir
À sua profunda vontade de amar...
Pois amo sua esperança mulher,
Desejo seus espinhos, balzaquia mulher!...
Fragmentos da Poesia Marginal: "LU"
LU
(Éric Meireles de Andrade)
Labutavas pelo meu amor
Untando partes marcadas,
Corroendo a angústia adquirida
Instigando o desejo de trair-te...
Apesar de hoje,
Não sentires nada por mim,
Sinto-te cada vez mais perto de meus passos...
Fragmentos da Poesia Marginal: "Mesa de bar"
MESA DE BAR
(Éric Meireles de Andrade)
Mesa de bar,
Enquanto passa o tempo... infindável!
Olho pelas grades
Sua tonta distância.
Perco-me em espaços eretos
Apenas peço um momento fugaz
Com tua sombra.
Aí, talvez,
Encontraria minha silhueta,
Viajaria na sua dor...
Só assim,
Saberia o que seu dorso
Não está no cume
Da montanha do longo Olimpo...
Fragmentos da Poesia Marginal: "Canto de bar II"
CANTO DE BAR II
(Éric Meireles de Andrade)
Aqui estou,
Novamente em um canto de bar,
Bebendo suas amarguras
E olhando seu ventre.
Que nu, desolado,
Não roça na calcinha de ilusões...
E aí percebo,
Neste mesmo canto de bar
Vendo e sentindo tuas teias
Despenteiam-me ilusões,
Suga suores
E com esta boca, toda,
Chupa cada cálice
De esperma de meus devaneios...
E aí vem, chama o chefe dos copos,
Senta no tapete dos meus olhares
E brinca, que será um dia
O porta-retrato no criado-mudo
De minhas ilusões...
Fragmentos da Poesia Marginal: "Menina-moça"
MENINA-MOÇA
(Éric Meireles de Andrade)
Feito o laço de prazer
Arranho-te no arder de nossos corpos
Burlando as leis do finito
Intocáveis ao sabor da descoberta...
Ainda sendo menina-moça
Notória luxúria nos envolve
Abrasados pelo sabor do desejo de amar...
Fragmentos da Poesia Marginal: "Frígida"
FRÍGIDA
(Éric Meireles de Andrade)
Entre meu olhar e teus seios
Rogo que sejas minha
Imploro por deixares tocar
Com o fruto, conseguir te penetrar.
Rias de minhas súplicas
E não gozas no gozo do gozo.
Já és tão espiritual
Ao ponto de não sentir tesão?
Não peço que mudes
Só peço que me sinta...
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