Confrários!: Neologismo utilizado pelos participantes da Confraria, nascido da junção das palavras confrades e revolucionários!
sábado, 1 de setembro de 2012
Tiago Tellini - Círculo Vicioso de Poucas Palavras
CÍRCULO VICIOSO DE POUCAS PALAVRAS
(Tiago Tellini)
Leio, leio, leio…
me entorto
Arrepio frio
sinto, adentro,
o gosto quente do seu rosto.
— Essas suas letras salgadas salpicadas ardentes, numa
frase só.
De culpado,
me vejo inocente
condenado a parágrafos
carregados de vírgulas de Adeus,
mas sem um ponto-final.
Leio, leio, leio…
Tiago Tellini - Cabeça de Limão
CABEÇA DE LIMÃO.
(Tiago Tellini)
No passo rápido
descasco idéias
deixando um
rastro retrato
espalhado pelo chão.
Disfarço-me de azedo
Encontrando aconchego
Na brisa fresca
Das cores do seu nome
E a casca palavra
Meu alivio, salta nesta folha
aquece o sonho
os forrando com retratos
Quero fugir deste mundo
Vermelho de sangue quente
Que nos corrompe até em sonhos
Tiago Lisboa Tellini
Tiago Lisboa Tellini, paulista
Participou de duas antologias da Confraria dos Poetas:
- "Confraria dos Poetas - Uma Antologia"
- "III Antologia - Confraria dos Poetas"
Daiane Portela - prATO DE mÚSicA
prATO DE mÚSicA
(Daiane Portela)
Não sei dizer,
Desde sempre esteve ali...
Eu ouvia o tilintar de algum metal,
E me esquecia da fome,
Que imperava no armário.
Foi assim,
Aquela melodia, entrava dentro de mim,
Me possuía, me invadia...
E então remédio, era como se fosse.
Adormecia o estômago,
E eu, reles trapo de gente,
Me sentia uma donzela,
Ao tocar o instrumento,
Tão suave e estridente,
Que curava tal mazela.
Nunca fui de repertório,
Muito menos estudar,
Mas por mais bizarro que pareça,
O destaque sempre foi,
O revés do almejar.
Lembro-me,
Melodicamente,
Do dia em que
Não pude pagar,
Por uma opinião maestral.
Pois veio então,
Nobre mentor,
Que tirou-me o horror,
E me deu a esperança,
De a salvação herdar.
E de quarenta cabeças,
Fui eu a lisonjeada,
Com o talento promissor,
De que nem sabia o significado.
Mas gostava da palavra.
E assim de fino modo, minha fome sonora saciei.
(Daiane Portela)
Não sei dizer,
Desde sempre esteve ali...
Eu ouvia o tilintar de algum metal,
E me esquecia da fome,
Que imperava no armário.
Foi assim,
Aquela melodia, entrava dentro de mim,
Me possuía, me invadia...
E então remédio, era como se fosse.
Adormecia o estômago,
E eu, reles trapo de gente,
Me sentia uma donzela,
Ao tocar o instrumento,
Tão suave e estridente,
Que curava tal mazela.
Nunca fui de repertório,
Muito menos estudar,
Mas por mais bizarro que pareça,
O destaque sempre foi,
O revés do almejar.
Lembro-me,
Melodicamente,
Do dia em que
Não pude pagar,
Por uma opinião maestral.
Pois veio então,
Nobre mentor,
Que tirou-me o horror,
E me deu a esperança,
De a salvação herdar.
E de quarenta cabeças,
Fui eu a lisonjeada,
Com o talento promissor,
De que nem sabia o significado.
Mas gostava da palavra.
E assim de fino modo, minha fome sonora saciei.
Daiane Portela - Espectra Societas
ESPECTRA SOCIETAS
(Daiane Portela)
Ironia do intestino.
Ultimamente,
Eu na era dos testes,
Seleções suspeitas.
Só tenho levado,
---Nãos!
Mesmo tirando,
As melhores notas.
Mesmo tendo o melhor,
desEMPENHO.
O que é que há?
Não sou padrão?
Ah sinto muito,
Se não tenho
Um currículo,
Bem torneado.
Se não tenho
Conduta
Tão polida.
E sou ferida.
Nesta sociedade,
Tão ilibada.
De modelos
Magrelos sem intensidade.
Como a angústia,
Que me incomoda.
Com irônicas
Acontecidências.
O que é que há?
Não quero um veredito,
Quero o que me é de direito.
Um lugar ao soul.
Não querem,
Ninguém que subverta.
A vinheta da
Intransição.
Sou um jovem
Sem perdão.
Sem oportunidade?
Isso não!!!
Daiane Cristina Portela
Daiane Cristina Portela, 24 anos, paulista
Participou de uma antologia da Confraria dos Poetas:
- "III Antologia - Confraria dos Poetas"
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