Confrários!: Neologismo utilizado pelos participantes da Confraria, nascido da junção das palavras confrades e revolucionários!

sexta-feira, 28 de março de 2014

1º Sarau do Ó

Participe do 1º Sarau do Ó!!!
Dia 29 de março de 2014, às 19h!

Organizado por: Carmem Oliveira, Mar Eu, Rodrigo Carvalho, Wagner Alves e pelo "confrário!" Luiz Brito.




 Apoio: Confraria dos Poetas

sábado, 1 de dezembro de 2012

Fragmentos da Poesia Marginal


Fragmentos da Poesia Marginal: "Pedido"


PEDIDO
(Éric Meireles de Andrade)

Por favor, não mate a poesia!
E nem ache que suas inspirações são divinas
Escreva e entenda o sabor de cada palavra
E divulgue outras sementes imaturas.

Por favor, conheça outros poetas
Que escreveram com sangue e suor o seu tempo
Mas liberte-se do olhar frio da academia
E nem tare pelo bolor opaco das bibliotecas.

Por favor, não repita os mesmos erros
De racionalizar todo o sentimento vão
Materialize em versos o valor da mudança
E não crie raízes com contemplações burguesas.

Por favor, siga sua trilha libertária
Sem se abater com críticas de especialistas de chumbo
Não se finalize em nenhuma escola literária
E forje a cópula dos paradoxos e das contradições.

Por favor, arme a poesia!
Seqüestre-a do elitismo e da letargia
Faça dela parte de milhões de vozes
Sem nenhum risco de ser panfletário.

Por favor, escreva também coisas belas
Misture o eufemismo com aliteração
Dê pitada de hipérboles amorosas
E traia as metáforas de madrugada.

Por favor, ESCREVA!
DIVULGUE! SOCIALIZE!
Cative a esperança com a mente aberta
E com punhos cerrados de amor e dor...

Fragmentos da Poesia Marginal: "Canto de bar"


CANTO DE BAR
(Éric Meireles de Andrade e Marco Acco)

Nenhuma mulher me dá bola
Nenhuma puta me assola
Nenhum desejo consola
Nenhuma cama me esfola
Jogado neste canto de bar

A noite esbraveja o silêncio lá fora
Cá dentro boca voraz outro beijo devora
Em nenhum olhar me escondo
Me encontro no canto do bar.

Garçom, um copo de whisky
Risca o balcão de metal
Leito deixado teu olhar calhorda
Me apunhala e vicia despida
Vejo tudo de tudo deste canto de bar

Vejo tudo de tudo neste canto sem par...

Fragmentos da Poesia Marginal: "Morte aos elefantes brancos"


MORTE AOS ELEFANTES BRANCOS
(Éric Meireles de Andrade)

Morte aos elefantes brancos!
Adornados de memorandos numerados
E pedras de ofícios.

Sepultem seu gosto burocrático
De sua carne gorda e corrupta
E sua medíocre tromba de domínio.

Morte aos elefantes brancos!
E morte aos seus donos de terno e gravata
(magnatas em potes de classe dominante
e moradores em castelos de marfim).

Não titubeie, fuzile seus passos de deboche
E suas patas de insensibilidade sádica,
Que castiga um povo com orçamentos frios,
E com filas, e com papéis, e com senhas, e com salas de espera.

Morte aos elefantes brancos!
Ódio aos seus pesos que sufocam
Aos seus dentes que maltratam
E suas bostas que tripudiam!

Sim, morte aos elefantes brancos!